Como posso tratar devidamente a água de uma piscina?
Frequentemente, o acto de mergulhar numa piscina, não só proporciona bons momentos de satisfação, como pode ter consequências para a saúde humana, sejam elas infecções nos olhos, pele, ouvidos ou mesmo gastro-intestinais, que se traduzem em conjuntivites, dermatites, micoses, otites, febre tifoide, diarreias e até meningite. Estes são os principais perigos que provêm do não tratamento da água de uma piscina. Como posso tratar devidamente a água de uma piscina?
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Diversas acções diárias, semanais, mensais e no fim do período balnear deverão ser desenvolvidas para que se possa tirar partido da piscina nas melhores condições.
Manutenção diária:
Limpar a piscina com uma rede, retirando resíduos sólidos (folhas, troncos) e insectos que permanecem à superfície da água.
Activar o sistema de filtração e regula-lo de modo a que toda a água da piscina seja filtrada pelo menos uma vez, durante o dia. A filtração remove as partículas não solúveis na água, ou seja em suspensão, que servem de alimento aos microorganismos e algas.
Corrigir a concentração de cloro livre: o cloro é um desinfectante que elimina os microorganismos presentes na água e que se encontra em duas formas: livre e combinado. É o cloro livre ou “activo” o responsável pela acção de desinfecção e deve manter-se entre os 0,5 e 2 ppm (igual a mg/L).
Acertar o pH: o pH indica se a água tem reacção ácida ou alcalina e deve manter-se entre 7,2 a 7,6 por ser este o intervalo mais indicado para não provocar irritação nos olhos dos banhistas e para proteger a instalação da corrosão ou da incrustação. O pH inferior a 7,2 provoca irritação dos olhos e corrosão na instalação. O pH superior a 7,6 diminui o efeito activo do cloro (desinfectante) e a eficácia da filtração.
Observar o estado do tempo: em piscinas ao ar livre, aumentar a concentração de cloro nos dias de chuva (mesmo que seja fraca).